
Qual a surpresa com Bolsonaro?
Muitos se calaram com a repugnante e abjeta homenagem aos torturadores e bandidos da ditadura militar brasileira

Apoteoticamente, Luiz Inácio Lula da Silva subiu a rampa do Palácio do Planalto acompanhado da genuína e inigualável junção de etnias, culturas e cores
No jogo de gigantes, aonde não há inocentes, os países se colocam diante de duas opções: ou afirmarão sua soberania ou serão colônias abdicadas de seus destinos
Bastou unificar a máquina propagandista às elites subalternas, para em nome da moral, esquartejarem a Petrobrás e as grandes empresas brasileiras
Marcas indeléveis de sua riquíssima trajetória foram a coerência, a obsessão pela educação, o seu nacionalismo inegociável, e seu destemor para as grandes lutas
“Penso, logo existo”, do filosofo René Descartes marcou o movimento iluminista colocando a razão humana como forma de existência. É o dilema da classe dominante tupiniquim que colonizados na alma, reproduzem servilmente o pensamento daqueles que não admitem nossa autonomia, nossa soberania, nossa afirmação
Mesmo que contemporaneamente não se ajuíze a culpabilidade, a História conta a seu favor com o tempo – que não se omite e nem se furta – à responsabilização
Nas reflexões darcynianas, o antropólogo pondera em sua obra que “...nós, brasileiros, somos um povo em ser impedido de sê-lo. Um povo mestiço na carne e no espírito, já que aqui a mestiçagem jamais foi crime ou pecado"
Darcy Ribeiro foi único: iluminado e diferenciado está no panteão da brasilidade, de a nossa cepa mais ilustre como pensador e realizador. Não se curvou ao projeto elitista de uma escola fracassada e da manutenção da ordem social sagrada imutável
A questão não é o filho do porteiro, mas o pensamento de nossa elite que é ranzinza, azeda, medíocre, cobiçosa e que não deixa o país ir para frente, já dizia Darcy Ribeiro. O acesso à universidade ou aos bens de consumo não podem ser somente privilégio de nossas elites decadentes. É preciso avançar