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Sequestro de Maduro é 'imperialismo moderno', denuncia maior sindicato sul-africano

Revelação de senador dos EUA de que ataques foram 'cobertura' e denúncia da Rússia na ONU expõem operação ilegal contra o presidente venezuelano

247 – A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos, foi veementemente condenada como um ato de "imperialismo moderno" pela porta-voz do maior sindicato da África do Sul, uma declaração que ecoa em todo o Sul Global e expõe a natureza da agressão norte-americana. A denúncia ganha contornos ainda mais graves com a revelação de um senador dos EUA, que afirmou que os ataques aéreos realizados contra a Venezuela serviram como uma cortina de fumaça, uma mera "cobertura para a captura de Maduro". A crise diplomática escalou para o mais alto nível, com a Rússia denunciando o que chamou de "sequestro ilegal" em uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU, solidificando a percepção de uma violação flagrante do direito internacional e da soberania de uma nação.

Uma Voz do Sul Global: 'Imperialismo Moderno' em Ação

A condenação vinda da África do Sul carrega um peso simbólico e político imenso. Partindo de uma nação que se libertou do jugo do apartheid e que hoje é uma voz proeminente no BRICS e no cenário internacional, a acusação de "imperialismo moderno" resgata a memória histórica de intervenções coloniais e neocoloniais. A porta-voz do principal sindicato sul-africano, ao utilizar essa terminologia, não apenas critica a ação militar em si, mas a insere em um contexto mais amplo de dominação geopolítica e econômica. "O sequestro de Maduro pelos EUA é 'imperialismo moderno'", afirmou ela, uma frase que encapsula a indignação de nações que por séculos foram vítimas de políticas extrativistas e de desestabilização promovidas por potências ocidentais.

Essa análise progressista aponta que o imperialismo do século XXI não se manifesta necessariamente pela colonização territorial direta, mas por meio de sanções econômicas sufocantes, guerra híbrida, financiamento de oposições violentas e, em última instância, por ações militares cirúrgicas e ilegais como a que resultou na captura de um chefe de Estado democraticamente eleito. A operação contra Maduro é vista não como um ato isolado, mas como o clímax de uma longa campanha de estrangulamento da economia venezuelana e de demonização de seu governo, cujo objetivo final sempre foi o controle sobre as vastas reservas de petróleo do país e a eliminação de um projeto político soberano e anti-hegemônico na América Latina.

A Cortina de Fumaça: Senador Americano Expõe a Farsa dos Ataques

A narrativa oficial de Washington sobre a necessidade de "ataques cirúrgicos" na Venezuela ruiu com a chocante revelação vinda de dentro do próprio establishment político norte-americano. Um senador, cuja identidade ainda gera especulações, confirmou a suspeita de muitos analistas internacionais: a operação militar foi uma farsa elaborada. Segundo a fonte, "os ataques à Venezuela foram uma cobertura para a captura de Maduro". Essa confissão interna é a peça que faltava para desmascarar o pretexto humanitário ou de segurança frequentemente invocado pelos EUA para justificar suas intervenções militares ao redor do mundo.

A estratégia, segundo analistas militares, consiste em criar um cenário de caos e pânico por meio de bombardeios, desviando a atenção das forças de segurança locais e da opinião pública internacional, enquanto uma equipe de forças especiais executa o objetivo principal: a extração de um alvo de alto valor. Trata-se de uma violação abjeta da soberania venezuelana e um ato de guerra não declarado, que ignora todas as convenções e tratados internacionais. A revelação do senador expõe a duplicidade da política externa de Washington, que prega a democracia e o Estado de direito enquanto pratica a pirataria e o banditismo em escala global para atingir seus interesses estratégicos.

Rússia Denuncia 'Sequestro Ilegal' no Conselho de Segurança da ONU

O palco da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, tornou-se o epicentro da batalha diplomática. A delegação da Rússia, em uma intervenção contundente no Conselho de Segurança, denunciou a operação dos EUA como um "sequestro ilegal e sem lei", exigindo a condenação internacional e a libertação imediata do presidente venezuelano. A postura russa reflete a crescente fratura na ordem mundial, opondo o unilateralismo agressivo dos Estados Unidos a uma visão multipolar defendida por potências como Rússia e China, que veem na ação contra Maduro um precedente perigoso que ameaça todos os líderes que não se alinham a Washington.

A denúncia russa no Conselho de Segurança evidencia a paralisia e a hipocrisia das instituições multilaterais. Enquanto um membro permanente do Conselho com poder de veto é o próprio agressor, qualquer resolução condenatória se torna inviável. O episódio transforma a ONU em um teatro do absurdo, onde o direito internacional é publicamente espezinhado por seu suposto principal guardião. A ação dos EUA, classificada pela diplomacia russa como um ato de "bandidagem internacional", não apenas viola a Carta da ONU, mas também destrói qualquer resquício de confiança na capacidade do sistema internacional de mediar conflitos e proteger a soberania das nações menores.

A Doutrina Monroe do Século XXI e o Futuro da Soberania

O sequestro de Nicolás Maduro representa a mais brutal e explícita aplicação da Doutrina Monroe no século XXI. A antiga política de considerar a América Latina como o "quintal" dos Estados Unidos foi atualizada com tecnologia militar de ponta e uma retórica de "mudança de regime", mas sua essência imperialista permanece intacta. A mensagem enviada a toda a região é clara e aterrorizante: a soberania nacional é uma concessão, não um direito, e pode ser revogada a qualquer momento se os interesses de Washington forem contrariados. A Venezuela, por sua insistência em controlar seus próprios recursos naturais e seguir um caminho socialista, tornou-se o alvo exemplar desta nova fase de agressão.

A comunidade internacional progressista, liderada por vozes como a do sindicato sul-africano e de nações como a Rússia, enfrenta um desafio crítico. A resistência a este ato de barbárie não é apenas uma questão de solidariedade com a Venezuela, mas uma luta pela própria sobrevivência do conceito de um mundo regido por leis, e não pela força bruta. A captura de Maduro não é o fim da história, mas o início de um novo e perigoso capítulo na luta global contra o imperialismo, onde a união dos povos e das nações soberanas se torna a única ferramenta eficaz para garantir um futuro de paz e autodeterminação.

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